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Saúde  |  05/04/2010 16h13min

"Sibutramina é um medicamento e não um complemento alimentar", afirma especialista

Além da medicação, a obesidade deve ser tratada com reeducação alimentar e atividade física

O endocrinologista Alexandre Hohl frisou, em um chat nesta segunda-feira no diario.com.br, que a sibutramina é um medicamento e não um complemento alimentar, como muitos usuários pensam. A medicação — que passou de tarja vermelha para preta na última terça-feira, 30 de março — deixa Santa Catarina em primeiro lugar no ranking de uso da substância.

Dúvidas de internautas foram esclarecidas pelo especialista, que frisou a importância do uso da sibutramina em conjunto com a prática de atividade física e reeducação alimentar.

— Todo tratamento de obesidade deve ser baseado em três pontos: reeducação alimentar, atividade física regular e medicação (se necessário). Na maioria das vezes, o paciente usa o medicamento e não muda o estilo de vida de maneira permanente — explica Hohl.

Os efeitos colaterais no uso de sibutramina também foram bastante comentados no bate-papo. O especialista alertou sobre o risco cardiovascular em pacientes idosos obesos e que já possuem a doença antes de usar a medicação, motivo da retirada de circulação do remédio na Europa.

Hohl também explicou que a sibutramina age no sistema nervoso central, o que aumenta a saciedade (satisfação na pequena quantidade de comida ingerida). Entretanto, ela pode causar efeito colateral de ansiedade e irritabilidade. Além disso, o endocrinologista alertou sobre a dosagem, que deve ser de 10mg ao dia, no mínimo, e 20mg, no máximo.

Aumento na venda

Segundo o especialista, o aumento na venda da sibutramina no Brasil aconteceu em 2007, com a queda da patente e a venda de genéricos. Dessa forma, a substância passou a ser vendida por R$ 20 em vez de R$ 180.

Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais citados por Hohl são: dor de cabeça, irritabilidade, boca seca, prisão de ventre e aceleração dos batimentos cardíacos.

Apesar da mudança na tarja do remédio, não há relatos de mortes por causa do uso excessivo da sibutramina. Além disso, o remédio não tem relação com tireoide, disfunção sexual, dependência química ou queda de cabelos.

Femproporex

— O femproporex, também usado no emagrecimento, é um derivado de anfetamina com muito efeitos colaterais quando comparado com a sibutramina. O risco de usar femproporex é maior do que usar a sibutramina — alerta o endocrinologista.

Confira o bate-papo completo no link abaixo:

DIARIO.COM.BR
Charles Guerra / 

Santa Catarina é o Estado que mais consome sibutramina
Foto:  Charles Guerra


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